quarta-feira, 25 de maio de 2016

Saiba o que acontece quando a caipirinha chega no cérebro

     O álcool afeta nosso comportamento porque ele altera o funcionamento químico do cérebro. Ele desregula níveis de neurotransmissores, que são os “mensageiros” químicos que transmitem os sinais através do corpo e controlam processos biológicos, nossas emoções e comportamentos. O álcool afeta tanto os neurotransmissores excitatórios quando os inibitórios.
     Um exemplo de neurotransmissor excitatório é o glutamato, que normalmente aumenta o nível de atividade cerebral e energia. O álcool reduz os níveis de glutamato, reduzindo a velocidade dos processamentos cerebrais, deixando nosso pensamento mais lento e confuso

     Um exemplo de neurotransmissor inibitório é o GABA, que nos acalma e abaixa os níveis de energia. O álcool aumenta os níveis cerebrais de GABA, consequentemente causando calma, relaxamento e por vezes sono.
     Juntando esses dois efeitos, por isso que quando tomamos o álcool nós podemos ficar mais lentos, com pensamentos confusos, enrolar a fala e atrapalha nossa capacidade de raciocínio e pode até causar sonolência. Quanto maior a dose maior o efeito.

     Mas tem um detalhe! O álcool também aumenta a liberação do neurotransmissor “dopamina” no cérebro, justamente na área que funciona como “centro da recompensa”. Essa mesma área é estimulada quando fazemos algo prazeroso como sair com amigos, namorar, etc. Assim o álcool te engana! Ele faz com que você se sinta melhor, ou que você tenha a sensação de que está superando um determinado problema (um sentimento, uma tristeza). Assim você continua bebendo para liberar mais dopamina, mas ao mesmo tempo você modifica toda a química cerebral aumentando os níveis de GABA e reduzindo de glutamato, gerando sentimentos depressivos. Por isso as pessoas enquanto bebem álcool podem ter variações tão bruscas de humor, e o tempo que cada fase demora varia de acordo com a velocidade da ingestão de álcool e a capacidade de processamento de cada um. 

domingo, 22 de maio de 2016

Mamãe, você sabe como é importante conhecer o desenvolvimento do seu bebê???


É importante para uma mamãe conhecer que "marcos" de desenvolvimento seu filho deve atingir com uma determinada idade. Por que? Porque é percebendo esses atrasos no desenvolvimento que podemos precocemente identificar problemas graves na saúde do bebê.
Algumas doenças neurológicas se manifestam no bebê como atrasos no desenvolvimento ou alterações da velocidade de crescimento da cabeça. Por isso é importante os pais estarem sempre observando o desenvolvimento e comparecerem as consultas do pediatra agendadas periodicamente especialmente nesse primeiro ano de vida.

Saiba mais sobre nossa equipe em www.raquelzorzi.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aneurisma cerebral: um inimigo silencioso

        Um aneurisma cerebral ocorre quando uma área frágil na parede de um vaso sanguíneo faz com que o ele forme uma protuberância ou aumente de tamanho. Os aneurismas podem ser: 1- saculares: quando a dilatação na parede do vaso se assemelha a uma “bolha” na lateral do vaso 2- fusiformes: quando a dilatação ocorre no vaso sanguíneo inteiro. Os aneurismas podem estar presentes desde o nascimento, podem ocorrer sem causa aparente ou estar associados a algumas razões, tais como, trauma, infecções, uso de drogas como cocaína, etc. Eles recebem seu nome de acordo com a artéria do cérebro de onde tem sua origem, assim temos: aneurismas da artéria oftálmica, da artéria cerebral média, da artéria comunicante anterior ou posterior, entre outros.
          Geralmente um aneurisma cerebral não causa sintomas, exceto quando ele rompe ou cresce tanto que comprime alguns nervos ou áreas específicas do cérebro. A ruptura de um aneurisma cerebral causa dor de cabeça súbita e muito forte e é um caso de emergência médica. O sangramento deste aneurisma causa a chamada hemorragia subaracnóide, onde o sangue que sai de dentro do aneurisma se espalha pelo espaço subaracnóide, que banha o cérebro, podendo trazer uma série de consequências desastrosas.
          Os aneurismas podem ser diagnosticados através de exames de angiotomografia, angioressonância magnética e/ou angiografia cerebral digital. Caso haja história familiar de aneurisma, é recomendável fazer uma avaliação para descartar essa doença. O tratamento pode ser cirúrgico ou através da técnica endovascular em casos selecionados, onde se corrige o aneurisma por dentro do vaso, sem necessitar de cirurgia.
           Nossa equipe atua no tratamento das doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Se você precisa de um especialista acesse www.raquelzorzi.com.br

domingo, 15 de maio de 2016

Você sabe da importância para vacinação de meningite?

A meningite é uma doença que consiste na inflamação das meninges – que são membranas que envolvem o cérebro e medula. Ela pode ser causada por vírus, bactérias e fungos. O quadro das meningites virais é menos grave e em geral seus sintomas são leves. Já a meningite bacteriana – causada principalmente pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos – é altamente contagiosa e geralmente grave. Dentre as meningites bacterianas a doença meningocócica (causada pela Neisseria meningitidis) é a mais séria, podendo ocorrer infecção generalizada (meningococcemia). A transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente com um indivíduo saudável, levando a bactéria para o sistema circulatório aproximadamente cinco dias após o contágio.

Os sintomas de meningite bacteriana são febre alta, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço (não consegue encostar o queixo no peito), moleza, irritação, fraqueza e manchas vermelhas na pele que no começo podem parecer picadas de mosquito mas aumentam rápido de número (indicam gravidade!!!).
Para a confirmação diagnóstica das meningites, retira-se um líquido da espinha, denominado líquor, e analisamos se há ou não bactéria e as alterações químicas desse líquido. Em caso de meningite viral, o tratamento é o mesmo feito para as viroses em geral; caso seja meningite bacteriana, o uso de antibióticos específicos é necessário.
As vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização (PNI/MS) são:


a) Vacina Pentavalente: protege contra meningite e outras infecções causadas pelo H. influenzae tipo b. Também confere proteção contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

b) Vacina BCG: protege contra as formas graves de tuberculose (miliar e meníngea).

c) Vacina meningocócica conjugada C: protege contra doença invasiva causada por N. meningitidis do sorogrupo C.


d) Vacina pneumocócica conjugada 10-valente: protege contra doenças invasivas e outras infecções causadas pelo S. pneumoniae.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Os 5 mandamentos para você que tem hérnia lombar


1- Mantenha um peso saudável - Excesso de peso sobrecarrega a coluna e pode agravar suas dores.

2- Não seja sedentário - É um erro achar que quem tem hérnia não deve se exercitar. O fortalecimento da musculatura paravertebral e da região lombar faz parte do tratamento.

3- Não carregue excesso de peso - Tenha bom senso em relação a carregar peso. Evite inclinar o tronco para frente quando for carregar qualquer coisa pois você pode piorar a sobrecarga na coluna.


4- Se exercite com supervisão - Seja na fisioterapia ou na academia você deve ter sempre um profissional para ajudar, especialmente se você é novato em termos de treino. Alguns exercícios como agachamento, stiff ou levantamento terra podem ser muito prejudiciais para quem tem hérnia de disco, especialmente se não tiver consciência corporal avançada.


5- Não faça esportes de impacto sem a liberação do seu médico - esportes de impacto corporal como lutas, futebol, basquete etc. ou impacto na coluna como corrida, salto etc. precisam de liberação específica do seu médico. Não é que eles sejam proibidos para todos os pacientes, o médico avalia a gravidade do quadro clínico e desempenho do paciente, podendo ser liberados após adequado fortalecimento muscular.


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domingo, 8 de maio de 2016

Você sabia que conseguimos ver o cérebro por dentro através de um furo no crânio de cerca de 1,5 cm?

Essa foto foi tirada durante uma cirurgia chamada "neuroendoscopia". Neuroendoscopia é um procedimento no qual através de uma pequena perfuração no crânio (trepanação), introduz-se um aparelho no cérebro, o neuroendoscópio, de maneira segura e minimamente invasiva até chegar aos ventrículos cerebrais. Os ventrículos são cavidades cheias de líquido dentro do nosso cérebro, e o neuroendoscópio possui iluminação e uma câmera, que permite ao em tempo real neurocirurgião navegar nessa cavidade com segurança.
Através dessa cirurgia conseguimos tratar diversas doenças, como hidrocefalia obstrutiva, cistos intraventriculares, cisto colóide e até biopsiar ou remover pequenos tumores que estejam relacionados com os ventrículos cerebrais.
Em breve mais publicações sobre esse assunto.
Nossa equipe é especialista nesse tipo de cirurgia, se você tem dúvida sobre esse procedimento entre em contato conosco em www.raquelzorzi.com.br

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Capacete pra bicicleta, precisa mamãe?

          Se você já cedeu a um pedido do seu filho e deixou que ele andasse sem capacete de bicicleta, patins, skate, etc. você precisa ler esse artigo. Muitas vezes as crianças não querem usar capacete por vergonha ou porque incomoda. 

           As quedas que podem ocorrer nesses esportes em geral não causam maiores problemas, principalmente se a criança não estiver correndo. No entanto, nós sabemos que os riscos existem. As crianças tem o crânio mais frágil que o adulto e seu sistema nervoso ainda está em desenvolvimento. Uma simples queda de bicicleta ou de patins pode causar sim fraturas cranianas e até hemorragias que necessitem de cirurgia (como a hemorragia extradural!). Quanto maior o impacto (velocidade, piso duro, etc), maior o risco. Sendo assim, sempre recomendamos que protejam suas crianças e estimulem o uso do capacete!

          Nossa equipe atua atendendo doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Saiba mais sobre nós em www.raquelzorzi.com.br 

domingo, 1 de maio de 2016

Dra, sinto dor e minhas pernas formigam quando eu ando, o que pode ser?

          Você já ouviu falar de estenose do canal lombar? Pode ser esse seu problema. O canal estreito lombar, também chamado de estenose do canal lombar, refere-se à redução do diâmetro do canal ósseo por onde passa a medula espinhal, ela fica lá dentro "apertada" e começa a causar sintomas. Esse estreitamento pode ser congênito (desde o nascimento) ou adquirido. As causas principais causas de estenose adquirida são:
1.     Hérnias discais
2.     Osteófitos (“bicos de papagaio”);
3.     Espessamento (hipertrofia) dos ligamentos da coluna.
Os sintomas variam de apenas dor na coluna que irradia para a perna (dor radicular), até dormência, formigamento, fraqueza. Caracteristicamente, conforme piora a doença, esses pacientes têm dificuldade progressiva para caminhar, com a caminhada aparece dor e formigamento nas pernas que alivia com a inclinação do tronco para frente e o repouso. 
Para o diagnóstico o neurocirurgião a as queixas e se há alterações no exame do paciente, como alterações de reflexos e perda de força e sensibilidade. Consulte-nos se você precisa de um especialista www.raquelzorzi.com.br 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Saiba mais sobre um tipo de tumor cerebral: o glioma

Os gliomas são causados por células chamadas de “células da glia”, que compõem o cérebro e ajudam o neurônio a exercer suas funções, não pelos neurônios como muitos pensam. Elas são classificadas de acordo com sua função e forma e recebem nomes especiais: astrócitos,oligodendrócitos, etc. 

Os gliomas são classificados primeiro em relação as células da glia que os compõem. As células denominadas astrócitos causam os tumores chamados de astrocitomas, os oligodendrócitos os oligodendrogliomas, e a assim por diante. Em segundo lugar são classificados por grau de agressividade, uma classificação da WHO (World Heath Organization) que varia geralmente de 1 a 4, sendo quanto maior o número mais agressivo é o tumor.

Os gliomas mais comuns são os astrocitomas, que se classificam em:

1- Baixo grau (WHO grau 1 e 2) - Astrocitomas pilocíticos e astrocitomas difusos
2- Alto grau (WHO grau 3 e 4)  - Astrocitomas anaplásicos e glioblastoma multiforme

Os sinais e sintomas dos gliomas dependem muito da sua localização. O paciente pode apresentar apenas sinais gerais como dor de cabeça, tontura, desequilíbrio, náuseas e vômitos e crises convulsivas. Dependendo do local do cérebro que ele compromete pode apresentar sinais mais específicos como paralisia ou fraqueza de um lado do corpo, dificuldade de fala, dificuldade de visão, dormências, etc.

O diagnóstico é feito com exames de imagem, sendo a ressonância magnética o melhor exame para avaliação pela riqueza de detalhes. O neurocirurgião avaliará em conjunto com o paciente qual a melhor estratégia de tratamento. Para abordagem do tumor, pode ser tentada sua retirada total ou apenas biópsia, seguida de quimio e/ou radioterapia. Isso porque esta decisão depende de variáveis muito complexas e dinâmicas, como a localização e tamanho da lesão (e a capacidade de retirá-la por completo ou não), condição clínica do paciente e respeito a sua vontade e a da família.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Quando se preocupar quando a criança cai e bate a cabeça?

            As quedas em crianças são muito frequentes! Nem toda queda deve motivar a ida da criança a um hospital para realizar um exame e ser avaliada por um neurocirurgião, especialmente as quedas do dia a dia. Mas quando os pais devem se preocupar? Abaixo vemos algumas situações de maior risco:
  •  qualquer queda em menores de 3 meses, que tem a cabeça muito "molinha" e sensível.
  • quedas maiores de 1 metro em menores de 2 anos ou maiores que 1,5 metros em maiores de 2 anos.
  • quando há alta energia no trauma, ou seja, um trauma de maior impacto (ex: objetos que caem de altura na cabeça da criança, queda em velocidade, etc).
  • quando há qualquer sinal de alerta, como sonolência ou irritabilidade, vômitos, forte dor de cabeça, hipoatividade (a criança fica quietinha sem querer fazer nada) e crises convulsivas.

           É sempre importante observar as crianças nas primeiras 24h, sendo as primeiras 6-12h mais críticas. Caso compareçam ao hospital o pediatra presta o primeiro atendimento solicitando exames e chamando o neurocirurgião para avaliar seu filho se for necessário.

          Saiba mais sobre nossa equipe em www.raquelzorzi.com.br 

domingo, 24 de abril de 2016

Dormir deixa as pessoas mais inteligentes?

           Durante o sono, nosso cérebro não pára de trabalhar. As memórias recentes, de tudo o que foi aprendido durante o dia, são assimiladas no início do sono. Depois, são consolidadas as memórias antigas. Alguns cientistas acreditam que esse fenômeno é responsável pelos sonhos. Até hoje, ninguém sabe exatamente por que, de fato, sonhamos. Contudo, já foi comprovado que pessoas com QI mais elevado tendem a sonhar mais, e que tirar um cochilo durante o dia pode ajudá-lo a ter mais disposição e foco para trabalhar. 

          Embora o sono por si só não mude nossa capacidade básica de aprendizado ou nosso QI ele é uma parte fundamental na assimilação dos conteúdos. Por isso a importância de dormirmos uma boa noite de sono, especialmente se no dia seguinte temos uma prova ou algum desafio para nossa memória!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Você sabia que o cérebro não sente dor?

          Por não ter receptores para isso, o cérebro não sente dor. É por isso que algumas neurocirurgias podem ser feitas enquanto o paciente está acordado! Isso mesmo, não é só ficção de filme, acontece de verdade! A cirurgia craniana com o paciente acordado é usada para operar certos tumores que estão próximos a áreas importantes do cérebro como área da fala, do movimento, da visão, etc., assim durante a retirada do tumor o neurocirurgião pode monitorizar essas funções e impedir que sejam lesadas na cirurgia.
         Saiba mais sobre uso de novas tecnologias em neurocirurgia em www.raquelzorzi.com.br

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Quedas em idosos

          Quem não se preocupa quando nossos familiares na melhor idade tropeçam e caem, ou tem uma queda da cama ou até mesmo no banheiro e batem a cabeça? O que fazer?

          Primeiro - certifique-se que o idoso está bem, consciente e orientado. Caso haja algum sangramento basta inicialmente pressionar com uma toalha ou pano limpo.

          Segundo - que condições devemos considerar levá-lo ao hospital?
* idosos que usam algum tipo de anticoagulante ou antiagregante plaquetário, como: marevan (warfarina), aspirina, clopidogrel, etc.
* quando apresentam ou apresentaram confusão mental, vômitos, tonturas ou desmaio, sonolência, crises convulsivas, dor de cabeça forte ou algum déficit neurológico. 
* quando há um corte que necessite de pontos

           Terceiro - se a queda não teve maior gravidade nem fatores de risco acima é importante que a família não deixe de OBSERVAR o paciente. Nas primeiras 24-48h devemos estar atentos a qualquer mudança no seu estado neurológico. Qualquer alteração ou sinal de alerta ele deve ser encaminhado ao hospital. Após esse período devemos continuar atentos, isso porque existem hemorragias cranianas crônicas comuns em idosos, como o hematoma subdural crônico, que pode causar sintomas até mais de um mês após o acidente e necessitar de cirurgia! 

Mas atenção: essas recomendações são para traumatismos leves, como quedas da própria altura. Traumas mais graves devem sempre ser avaliados pelo médico.

domingo, 17 de abril de 2016

Em que momento da gestação está formado o sistema nervoso do meu bebê?

          Essa é uma pergunta que tem varias respostas. Porque? Por que na realidade o sistema nervoso do seu bebê continua o seu desenvolvimento mesmo após o nascimento, em um processo chamado de mielinização que pode se estender até a idade adulta.
          Mas se levarmos em consideração a formação básica do sistema nervoso, chamada neurulação, seu término ocorre por volta da quarta semana de gestação. Por isso mamães, esse é o período de maior risco para as malformações ou chamados defeitos do tubo neural. Após se inicia a proliferação neuronal que se estende ate mais ou menos o primeiro trimestre de gestação. Nessa fase sabemos que as infecções congênitas que afetam o sistema nervoso como a rubéola, citomegalovírus e sífilis causam maiores danos.
          No segundo e terceiro trimestres de gestação ocorre a migração dos neurônios, estruturação mais determinada do sistema nervoso e por volta da 28 semana já inicia aquele processo de mielinização que se concluirá após o nascimento.
    
          Estudando a neuroembriologia sabemos os exatos momentos que geraram as malformações no sistema nervoso. O neurocirurgião pediátrico pode ser consultado antes mesmo do nascimento do bebê com alguma malformação do sistema nervoso, orientando os pais sobre a doença e seu prognóstico. Consulte-nos www.raquelzorzi.com.br

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Você já ouviu falar de neuralgia do trigêmeo?

        O nervo trigêmeo é um nervo que tem origem no tronco encefálico dentro do crânio, portanto é considerado um nervo craniano. Os nervos cranianos são em pares e numerados de 1 a 12. O trigêmeo é o quinto nervo e tem 3 grandes ramos sensitivos: orbitário, maxilar e mandibular.

         A neuralgia do trigêmeo é uma dor tipo neuropática, que é associada a uma lesão ou injúria de um nervo. Resulta provavelmente da perda da sua bainha de mielina, que é responsável pela adequada condução dos estímulos elétricos e nervosos pelo nervo. Depois de perdê-la, o nervo fica susceptível a sofrer descargas elétricas inapropriadas.
A dor da neuralgia do trigêmeo é muito característica. Ela é geralmente unilateral (de um lado) e se assemelha a um “choque” na região acometida – frontal, maxilar ou mandibular, cada uma delas correspondendo a um dos três ramos do nervo trigêmeo (ramo frontal, ramo maxilar e ramo mandibular) causando uma dor aguda e de fortíssima intensidade.

     O neurocirurgião é um profissional habilitado para lidar com o tratamento clínico e cirúrgico desta dor. Saiba mais em www.raquelzorzi.com.br 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O neurocirurgião trata AVC?

             O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como “AVC” é uma das doenças vasculares mais frequentes na população. Existem 2 tipos de AVC: 1- hemorrágico: quando há a ruptura de um vaso sanguíneo e sangramento dentro do cérebro. 2- isquêmico – quanto o fluxo de sangue do cérebro é interrompido e o cérebro daquela região fica sem oxigênio e morre.
              Quando o AVC ocorre o paciente pode apresentar diversos sintomas neurológicos: fraqueza de um lado do corpo, perda da sensibilidade ou do campo visual de um ou ambos os olhos, tontura, dificuldade para falar ou para compreender palavras simples e até mesmo a perda da consciência ou crises convulsivas. O paciente deve fazer um exame de imagem (tomografia ou ressonância) para descobrir que tipo de AVC ele teve e ser iniciado o tratamento adequado. Geralmente ele é internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e passa a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta de neurologistas, médicos da terapia intensiva, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e neurocirurgiões, devido à complexidade e gravidade da doença e de suas sequelas.
              O papel do neurocirurgião é avaliar se o paciente necessita ou não de uma cirurgia. O tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro, no caso dos AVCs hemorrágicos, ou aliviar o aumento de pressão causado pelo cérebro morto que “incha”, no caso dos AVCs isquêmicos. Em alguns casos, pode ser necessário um cateter para avaliar a pressão dentro do cérebro, e o paciente é acompanhado dia a dia pela equipe de Neurocirurgia. Paralelamente o paciente também é acompanhado pelo restante da equipe, especialmente os neurologistas e intensivistas que atuam junto ao neurocirurgião.
             Nossa equipe atua no tratamento de doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Se você precisa de um especialista acesse www.raquelzorzi.com.br

domingo, 10 de abril de 2016


          Você já viu esse exame???

          Quando olhamos essas imagens nem passa pela nossa cabeça que essas cores e desenhos sejam reais ou tenham alguma lógica, certo? Mas na verdade elas são exames de ressonância magnética reais do cérebro de pacientes, preparadas com um programa de computador especial que identifica e desenha os tractos!

          Tudo bem, mas o que são tractos???

          O cérebro tem diversas funções (como visão, fala, audição, movimento, etc.) distribuídas em regiões diferentes e não necessariamente próximas umas das outras. Mas essas regiões precisam se comunicar de modo a trabalharem de forma integrada, por exemplo: a visão com o movimento e a audição com a fala. Essas comunicações e integrações de dados importantes são feitas por “estradas” que levam as informações de um lado para o outro. Essas "estradas" recebem o nome de tractos. Desta forma, em uma cirurgia, se lesarmos um tracto podemos causar sequelas no paciente, como perda da capacidade de falar, mesmo sem ter lesado a área do cérebro responsável pela fala! Por isso o neurocirurgião pode solicitar esse exame no pré-operatório para planjamento de sua cirurgia.
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

O que faz um neurocirurgião?

           O neurocirurgião é um médico que fez especialidade em neurocirurgia, residência que dura em média 5 anos de treinamento teórico e prático. Oficialmente, a neurocirurgia é definida como uma especialidade cirúrgica que executa tratamento cirúrgico e não cirúrgico (isto inclui: prevenção, diagnóstico, avaliação, tratamento, cuidados intensivos e reabilitação) das desordens ou doenças do sistema nervoso central, periférico e autonômico, incluindo em sua atuação as estruturas de suporte e proteção, assim como seu suprimento vascular. Veja alguns exemplos de doenças tratadas pelo neurocirurgião:


•Síndrome do Túnel do Carpo,

• Doenças da coluna cervical,torácica e lombar,

• Dor Crônica,

• Cranioestenose

• Tratamento cirúrgico da epilepsia,

• Trauma de Crânio,

• Hérnia de Disco,

• Hidrocefalia,

• Aneurisma Intracraniano,

• Mal formações do crânio e coluna,

• Mielomeningocele,

• Tratamento cirúrgico da Doença de Parkinson,

• Cistos cerebrais

• Lesão traumática da Medula Espinhal,

• AVC (cirurgia),

• Neuralgia do Trigêmeo,

• Tumores do sistema nervoso

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Malformação oculta na coluna?

          Olhe as fotos abaixo: você já reparou se você, seu filho ou algum parente próximo seu tem algum desses sinais na região lombar (nas costas um pouco acima do glúteo)?


           Por mais inocente que pareça, um "tufo" de pêlos na região lombar, um "furinho", como os     mostrados na foto, entre outros sinais podem ser uma pista para a existência de um disrafismo espinhal oculto, ou seja, uma malformação na coluna ou na medula que está escondida pela pele.
Se você tiver algum destes sinais você deve procurar um neurocirurgião para avaliação. Saiba que não necessariamente você tem algum problema, mas como sabemos que algumas dessas doenças não causam sintomas até a vida adulta, vale a pena ser avaliado por um especialista para descartar quadros de maior gravidade, especialmente se o paciente for criança. Se você deseja agendar uma consulta acesse nosso site www.raquelzorzi.com.br

domingo, 3 de abril de 2016

Alerta - Vírus H1N1 e complicações neurológicas

     A chegada precoce do surto do vírus influenza A H1N1 em algumas regiões do Brasil têm assustado a população. Mas você sabia que além das complicações respiratórias o vírus pode também causar complicações neurológicas?
O estudos publicados em revistas médicas começam já com os primeiros surtos do vírus H1N1 em 2009/2010. Há dados que indicam que os pacientes apresentam desde sintomas neurológicos leves, como dor de cabeça (mais frequente dos sintomas leves) e tonturas, até sintomas mais graves, como confusão mental, crises convulsivas (mais frequente dos sintomas graves), encefalite (um tipo de inflamação do cérebro), déficits neurológicos e coma, podendo causar a morte.
Geralmente esses sintomas neurológicos aparecem entre 1 e 6 dias do início da doença da gripe, mas existem relatos de sintomas tardios até o 10º dia de doença. Entretanto, sabemos que a frequência destas complicações é relativamente baixa, a taxa que encontramos em um estudo (estimada) é de 1,2 complicações neurológicas para cada 100.000 casos. O grupo de maior risco é o das crianças, além de pacientes que já tem doenças neurológicas prévias. Um exemplo, um paciente que já tem o diagnóstico de epilepsia tem mais chance de apresentar crises convulsivas mais intensas e repetitivas, podendo ter consequências mais graves do que alguém que nunca teve crises convulsivas antes.
Especialmente em casos mais graves como crises convulsivas refratárias (que não respondem a medicamentos) e encefalite é fundamental estabelecer uma relação com o vírus H1N1 para iniciar o tratamento com anti-virais direcionado para o vírus, aumentando a chance de cura e reduzindo as sequelas neurológicas. É importante ressaltar que a maior parte desses dados vêm de estudos relacionados a surtos prévios do vírus, e que o vírus pode mudar de comportamento de um surto para o outro. Por isso a importância de conhecermos essas complicações e estarmos atentos, pois em um novo surto se o vírus sofrer mutações elas podem aumentar em frequência!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Saiba mais sobre os meningiomas

             Os meningiomas são tumores que tem origem nas meninges cerebrais, que são como membranas ou “peles” que envolvem e protegem o cérebro. As meninges são 3: dura máter, pia máter e aracnóide, sendo que os meningiomas tem origem na aracnóide. São tumores geralmente benignos e a maior parte de crescimento lento. Entretanto, sabemos que na verdade são classificados em graus 1 (benigno clássico), 2 (atípico), 3 (anaplásico ou maligno – mais agressivo).

              Muitos meningiomas são assintomáticos. Podem estar localizados na superfície do cérebro (35% - mais comum), ou em outras localizações como parasagital, asa do esfenóide, ventrículo cerebral, etc. Quando eles crescem podem causar fraquezas ou dormências de um lado do corpo, confusão mental, convulsões, a depender de sua localização. Os exames de imagem como a ressonância podem ter pistas para o neurocirurgião que o tumor tem um comportamento mais agressivo, mas a certeza só vem com o diagnóstico da anatomia patológica após a retirada do tumor. Podem estar localizados em diversas regiões do cérebro, desde a superfície até em regiões profundas como os ventrículos cerebrais.

              O tratamento pode ser apenas conservador (acompanhar o crescimento do tumor), cirurgia ou radiocirurgia. A decisão depende da experiência do cirurgião e do tamanho e comportamento do tumor nos exames de imagem, entre outros fatores.

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quarta-feira, 30 de março de 2016

Dra, tenho uma hérnia na coluna lombar, eu tenho que operar?

          Calma! Para todos os pacientem que chegam a mim com essa frase eu explico que hérnia não é igual a cirurgia necessariamente. Segundo dados do IBGE, a hérnia de disco afeta 5,4 milhões de brasileiros. Ao indicar uma cirurgia, temos que ter em mente alguns critérios. Primeiro, não costuma-se indicar cirurgia para uma primeira crise de dor, a maior parte dos pacientes melhora com tratamento conservador em até 8 semanas (analgésicos, anti-inflamatório e fisioterapia). Para pacientes reincidentes (várias crises) ou cuja crise, mesmo sendo a primeira, tem algum sinal de alerta (dor que não alivia nada com o tratamento conservador, fraqueza nas pernas, dormência, impotência, perda do controle da urina,etc) geralmente se indica uma cirurgia simples e pouco invasiva, com a abordagem àquele disco que deu origem a hérnia. 



          Nos casos em que a hérnia de disco leva à instabilidade da coluna, poderão ser indicados procedimentos mais complexos, como a artrodese, em que a coluna é fixada com utilização de hastes e parafusos metálicos. Algumas instituições seguem protocolos rígidos para a recomendação da artrodese, tornando a indicação do procedimento bastante restrita em uma primeira abordagem. Já a técnica de substituição do disco intervertebral por prótese deve ser vista com reservas. Ainda não há total segurança de que ela apresente melhores resultados do que as técnicas convencionais. Portanto, ao receber um diagnóstico apontando a necessidade de uma cirurgia mais complexa, é recomendável que o paciente busque a opinião de outros especialistas. Mas lembre que cada caso é um caso, o paciente deve ser examinado pelo neurocirurgião e ele vai indicar a conduta mais correta.

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O que é microcefalia?

          Ela é definida quando o bebê ou criança tem o tamanho da circunferência da cabeça menor do que o esperado para sua idade e sexo. Essa condição pode estar presente ao nascimento ou se desenvolver ao longo dos primeiros anos de vida.

          Ao contrário do que muitos pensam a microcefalia na maior parte das vezes não é uma doença em si, é na verdade uma manifestação clínica de uma série de doenças, como infecções congênitas (rubéola, citomegalovírus, sífilis), cranioestenose, entre outras.

          Nos bebês e nas crianças, quando o cérebro está em crescimento, a medida do crânio na verdade reflete o adequado desenvolvimento cerebral, por isso a criança com microcefalia pode ter dificuldades de aprendizado dos mais diferentes graus até retardo grave.

          Nossa equipe atua no tratamento de doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Se você precisa de um especialista acesse www.raquelzorzi.com.br

 
  

segunda-feira, 28 de março de 2016

Hérnia de disco

            A coluna vertebral é composta por vértebras (osso). Essas vértebras protegem e ficam em torno de um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa, que é uma estrutura do sistema nervoso que transmite a informação de movimento e sensibilidade do cérebro até nosso corpo (braços, pernas, etc.). Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.

          Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e podem comprimir tanto a própria medula espinhal quanto as raízes (nervos) que saem dela para levar a informação de movimento para o corpo ou entram nela trazendo informações de sensibilidade para que cheguem ao cérebro. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

              Os sintomas variam entre dor que pode ser leve até muito intensa apenas na região da coluna ou se estender para ombro e braços (se a hérnia for cervical) ou nádegas e perna (se a hérnia for lombar). Os pacientes podem ainda apresentar dormência e fraqueza nos membros, alterações no controle da urina e fezes e impotência (no caso de homens). O diagnóstico pode ser facilmente feito com exame de ressonância magnética da coluna. Exames como tomografia, eletroneuromiografia e raio X podem ser necessários para complementação da investigação.

              O médico avalia se há indicação de cirurgia de urgência, mas na maior parte das vezes é tentado primeiro um tratamento conservador que pode incluir desde medicamentos, fisioterapia, perda de peso, acupuntura, entre outras terapêuticas, dependendo do caso. A cirurgia varia de simples remoção da hérnia (mais comumente), até colocação de próteses (cages e parafusos) quando geralmente há outros problemas de coluna associados a formação da hérnia.

           Nossa equipe atua no tratamento de doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Se você precisa de um especialista acesse www.raquelzorzi.com.br

 
 


 

domingo, 27 de março de 2016

Os perigos da dor de cabeça!


     A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns em um consultório de neuro. Apesar de ser frequente e sem maior gravidade em grande parte da população, veja abaixo alguns dos sinais de alerta, quando devemos estar atentos para procurar um especialista:

1- dor de cabeça com piora progressiva ao longo dos dias

2- quando a dor de cabeça não alivia com analgésicos comuns (aqueles vendidos na farmácia sem receita e usados habitualmente pela população)

3- quando a dor de cabeça é associada a náuseas e vômitos

4- quando a dor é mais intensa pela manhã ao acordar

5- quando é uma dor de cabeça muito intensa de início súbito

6- quando a dor é nova ou diferente daquela que você está habituado.

7- quando além da dor o paciente tem outros sintomas neurológicos como fraqueza, dormência, etc
 
     Esses sinais de alerta podem indicar uma doença de maior gravidade e é recomendável procurar um especialista. Se você quiser agendar uma consulta acesse www.raquelzorzi.com.br