quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aneurisma cerebral: um inimigo silencioso

        Um aneurisma cerebral ocorre quando uma área frágil na parede de um vaso sanguíneo faz com que o ele forme uma protuberância ou aumente de tamanho. Os aneurismas podem ser: 1- saculares: quando a dilatação na parede do vaso se assemelha a uma “bolha” na lateral do vaso 2- fusiformes: quando a dilatação ocorre no vaso sanguíneo inteiro. Os aneurismas podem estar presentes desde o nascimento, podem ocorrer sem causa aparente ou estar associados a algumas razões, tais como, trauma, infecções, uso de drogas como cocaína, etc. Eles recebem seu nome de acordo com a artéria do cérebro de onde tem sua origem, assim temos: aneurismas da artéria oftálmica, da artéria cerebral média, da artéria comunicante anterior ou posterior, entre outros.
          Geralmente um aneurisma cerebral não causa sintomas, exceto quando ele rompe ou cresce tanto que comprime alguns nervos ou áreas específicas do cérebro. A ruptura de um aneurisma cerebral causa dor de cabeça súbita e muito forte e é um caso de emergência médica. O sangramento deste aneurisma causa a chamada hemorragia subaracnóide, onde o sangue que sai de dentro do aneurisma se espalha pelo espaço subaracnóide, que banha o cérebro, podendo trazer uma série de consequências desastrosas.
          Os aneurismas podem ser diagnosticados através de exames de angiotomografia, angioressonância magnética e/ou angiografia cerebral digital. Caso haja história familiar de aneurisma, é recomendável fazer uma avaliação para descartar essa doença. O tratamento pode ser cirúrgico ou através da técnica endovascular em casos selecionados, onde se corrige o aneurisma por dentro do vaso, sem necessitar de cirurgia.
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