sexta-feira, 29 de abril de 2016

Saiba mais sobre um tipo de tumor cerebral: o glioma

Os gliomas são causados por células chamadas de “células da glia”, que compõem o cérebro e ajudam o neurônio a exercer suas funções, não pelos neurônios como muitos pensam. Elas são classificadas de acordo com sua função e forma e recebem nomes especiais: astrócitos,oligodendrócitos, etc. 

Os gliomas são classificados primeiro em relação as células da glia que os compõem. As células denominadas astrócitos causam os tumores chamados de astrocitomas, os oligodendrócitos os oligodendrogliomas, e a assim por diante. Em segundo lugar são classificados por grau de agressividade, uma classificação da WHO (World Heath Organization) que varia geralmente de 1 a 4, sendo quanto maior o número mais agressivo é o tumor.

Os gliomas mais comuns são os astrocitomas, que se classificam em:

1- Baixo grau (WHO grau 1 e 2) - Astrocitomas pilocíticos e astrocitomas difusos
2- Alto grau (WHO grau 3 e 4)  - Astrocitomas anaplásicos e glioblastoma multiforme

Os sinais e sintomas dos gliomas dependem muito da sua localização. O paciente pode apresentar apenas sinais gerais como dor de cabeça, tontura, desequilíbrio, náuseas e vômitos e crises convulsivas. Dependendo do local do cérebro que ele compromete pode apresentar sinais mais específicos como paralisia ou fraqueza de um lado do corpo, dificuldade de fala, dificuldade de visão, dormências, etc.

O diagnóstico é feito com exames de imagem, sendo a ressonância magnética o melhor exame para avaliação pela riqueza de detalhes. O neurocirurgião avaliará em conjunto com o paciente qual a melhor estratégia de tratamento. Para abordagem do tumor, pode ser tentada sua retirada total ou apenas biópsia, seguida de quimio e/ou radioterapia. Isso porque esta decisão depende de variáveis muito complexas e dinâmicas, como a localização e tamanho da lesão (e a capacidade de retirá-la por completo ou não), condição clínica do paciente e respeito a sua vontade e a da família.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Quando se preocupar quando a criança cai e bate a cabeça?

            As quedas em crianças são muito frequentes! Nem toda queda deve motivar a ida da criança a um hospital para realizar um exame e ser avaliada por um neurocirurgião, especialmente as quedas do dia a dia. Mas quando os pais devem se preocupar? Abaixo vemos algumas situações de maior risco:
  •  qualquer queda em menores de 3 meses, que tem a cabeça muito "molinha" e sensível.
  • quedas maiores de 1 metro em menores de 2 anos ou maiores que 1,5 metros em maiores de 2 anos.
  • quando há alta energia no trauma, ou seja, um trauma de maior impacto (ex: objetos que caem de altura na cabeça da criança, queda em velocidade, etc).
  • quando há qualquer sinal de alerta, como sonolência ou irritabilidade, vômitos, forte dor de cabeça, hipoatividade (a criança fica quietinha sem querer fazer nada) e crises convulsivas.

           É sempre importante observar as crianças nas primeiras 24h, sendo as primeiras 6-12h mais críticas. Caso compareçam ao hospital o pediatra presta o primeiro atendimento solicitando exames e chamando o neurocirurgião para avaliar seu filho se for necessário.

          Saiba mais sobre nossa equipe em www.raquelzorzi.com.br 

domingo, 24 de abril de 2016

Dormir deixa as pessoas mais inteligentes?

           Durante o sono, nosso cérebro não pára de trabalhar. As memórias recentes, de tudo o que foi aprendido durante o dia, são assimiladas no início do sono. Depois, são consolidadas as memórias antigas. Alguns cientistas acreditam que esse fenômeno é responsável pelos sonhos. Até hoje, ninguém sabe exatamente por que, de fato, sonhamos. Contudo, já foi comprovado que pessoas com QI mais elevado tendem a sonhar mais, e que tirar um cochilo durante o dia pode ajudá-lo a ter mais disposição e foco para trabalhar. 

          Embora o sono por si só não mude nossa capacidade básica de aprendizado ou nosso QI ele é uma parte fundamental na assimilação dos conteúdos. Por isso a importância de dormirmos uma boa noite de sono, especialmente se no dia seguinte temos uma prova ou algum desafio para nossa memória!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Você sabia que o cérebro não sente dor?

          Por não ter receptores para isso, o cérebro não sente dor. É por isso que algumas neurocirurgias podem ser feitas enquanto o paciente está acordado! Isso mesmo, não é só ficção de filme, acontece de verdade! A cirurgia craniana com o paciente acordado é usada para operar certos tumores que estão próximos a áreas importantes do cérebro como área da fala, do movimento, da visão, etc., assim durante a retirada do tumor o neurocirurgião pode monitorizar essas funções e impedir que sejam lesadas na cirurgia.
         Saiba mais sobre uso de novas tecnologias em neurocirurgia em www.raquelzorzi.com.br

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Quedas em idosos

          Quem não se preocupa quando nossos familiares na melhor idade tropeçam e caem, ou tem uma queda da cama ou até mesmo no banheiro e batem a cabeça? O que fazer?

          Primeiro - certifique-se que o idoso está bem, consciente e orientado. Caso haja algum sangramento basta inicialmente pressionar com uma toalha ou pano limpo.

          Segundo - que condições devemos considerar levá-lo ao hospital?
* idosos que usam algum tipo de anticoagulante ou antiagregante plaquetário, como: marevan (warfarina), aspirina, clopidogrel, etc.
* quando apresentam ou apresentaram confusão mental, vômitos, tonturas ou desmaio, sonolência, crises convulsivas, dor de cabeça forte ou algum déficit neurológico. 
* quando há um corte que necessite de pontos

           Terceiro - se a queda não teve maior gravidade nem fatores de risco acima é importante que a família não deixe de OBSERVAR o paciente. Nas primeiras 24-48h devemos estar atentos a qualquer mudança no seu estado neurológico. Qualquer alteração ou sinal de alerta ele deve ser encaminhado ao hospital. Após esse período devemos continuar atentos, isso porque existem hemorragias cranianas crônicas comuns em idosos, como o hematoma subdural crônico, que pode causar sintomas até mais de um mês após o acidente e necessitar de cirurgia! 

Mas atenção: essas recomendações são para traumatismos leves, como quedas da própria altura. Traumas mais graves devem sempre ser avaliados pelo médico.

domingo, 17 de abril de 2016

Em que momento da gestação está formado o sistema nervoso do meu bebê?

          Essa é uma pergunta que tem varias respostas. Porque? Por que na realidade o sistema nervoso do seu bebê continua o seu desenvolvimento mesmo após o nascimento, em um processo chamado de mielinização que pode se estender até a idade adulta.
          Mas se levarmos em consideração a formação básica do sistema nervoso, chamada neurulação, seu término ocorre por volta da quarta semana de gestação. Por isso mamães, esse é o período de maior risco para as malformações ou chamados defeitos do tubo neural. Após se inicia a proliferação neuronal que se estende ate mais ou menos o primeiro trimestre de gestação. Nessa fase sabemos que as infecções congênitas que afetam o sistema nervoso como a rubéola, citomegalovírus e sífilis causam maiores danos.
          No segundo e terceiro trimestres de gestação ocorre a migração dos neurônios, estruturação mais determinada do sistema nervoso e por volta da 28 semana já inicia aquele processo de mielinização que se concluirá após o nascimento.
    
          Estudando a neuroembriologia sabemos os exatos momentos que geraram as malformações no sistema nervoso. O neurocirurgião pediátrico pode ser consultado antes mesmo do nascimento do bebê com alguma malformação do sistema nervoso, orientando os pais sobre a doença e seu prognóstico. Consulte-nos www.raquelzorzi.com.br

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Você já ouviu falar de neuralgia do trigêmeo?

        O nervo trigêmeo é um nervo que tem origem no tronco encefálico dentro do crânio, portanto é considerado um nervo craniano. Os nervos cranianos são em pares e numerados de 1 a 12. O trigêmeo é o quinto nervo e tem 3 grandes ramos sensitivos: orbitário, maxilar e mandibular.

         A neuralgia do trigêmeo é uma dor tipo neuropática, que é associada a uma lesão ou injúria de um nervo. Resulta provavelmente da perda da sua bainha de mielina, que é responsável pela adequada condução dos estímulos elétricos e nervosos pelo nervo. Depois de perdê-la, o nervo fica susceptível a sofrer descargas elétricas inapropriadas.
A dor da neuralgia do trigêmeo é muito característica. Ela é geralmente unilateral (de um lado) e se assemelha a um “choque” na região acometida – frontal, maxilar ou mandibular, cada uma delas correspondendo a um dos três ramos do nervo trigêmeo (ramo frontal, ramo maxilar e ramo mandibular) causando uma dor aguda e de fortíssima intensidade.

     O neurocirurgião é um profissional habilitado para lidar com o tratamento clínico e cirúrgico desta dor. Saiba mais em www.raquelzorzi.com.br 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O neurocirurgião trata AVC?

             O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como “AVC” é uma das doenças vasculares mais frequentes na população. Existem 2 tipos de AVC: 1- hemorrágico: quando há a ruptura de um vaso sanguíneo e sangramento dentro do cérebro. 2- isquêmico – quanto o fluxo de sangue do cérebro é interrompido e o cérebro daquela região fica sem oxigênio e morre.
              Quando o AVC ocorre o paciente pode apresentar diversos sintomas neurológicos: fraqueza de um lado do corpo, perda da sensibilidade ou do campo visual de um ou ambos os olhos, tontura, dificuldade para falar ou para compreender palavras simples e até mesmo a perda da consciência ou crises convulsivas. O paciente deve fazer um exame de imagem (tomografia ou ressonância) para descobrir que tipo de AVC ele teve e ser iniciado o tratamento adequado. Geralmente ele é internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e passa a ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta de neurologistas, médicos da terapia intensiva, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e neurocirurgiões, devido à complexidade e gravidade da doença e de suas sequelas.
              O papel do neurocirurgião é avaliar se o paciente necessita ou não de uma cirurgia. O tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro, no caso dos AVCs hemorrágicos, ou aliviar o aumento de pressão causado pelo cérebro morto que “incha”, no caso dos AVCs isquêmicos. Em alguns casos, pode ser necessário um cateter para avaliar a pressão dentro do cérebro, e o paciente é acompanhado dia a dia pela equipe de Neurocirurgia. Paralelamente o paciente também é acompanhado pelo restante da equipe, especialmente os neurologistas e intensivistas que atuam junto ao neurocirurgião.
             Nossa equipe atua no tratamento de doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Se você precisa de um especialista acesse www.raquelzorzi.com.br

domingo, 10 de abril de 2016


          Você já viu esse exame???

          Quando olhamos essas imagens nem passa pela nossa cabeça que essas cores e desenhos sejam reais ou tenham alguma lógica, certo? Mas na verdade elas são exames de ressonância magnética reais do cérebro de pacientes, preparadas com um programa de computador especial que identifica e desenha os tractos!

          Tudo bem, mas o que são tractos???

          O cérebro tem diversas funções (como visão, fala, audição, movimento, etc.) distribuídas em regiões diferentes e não necessariamente próximas umas das outras. Mas essas regiões precisam se comunicar de modo a trabalharem de forma integrada, por exemplo: a visão com o movimento e a audição com a fala. Essas comunicações e integrações de dados importantes são feitas por “estradas” que levam as informações de um lado para o outro. Essas "estradas" recebem o nome de tractos. Desta forma, em uma cirurgia, se lesarmos um tracto podemos causar sequelas no paciente, como perda da capacidade de falar, mesmo sem ter lesado a área do cérebro responsável pela fala! Por isso o neurocirurgião pode solicitar esse exame no pré-operatório para planjamento de sua cirurgia.
          Saiba mais em www.raquelzorzi.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O que faz um neurocirurgião?

           O neurocirurgião é um médico que fez especialidade em neurocirurgia, residência que dura em média 5 anos de treinamento teórico e prático. Oficialmente, a neurocirurgia é definida como uma especialidade cirúrgica que executa tratamento cirúrgico e não cirúrgico (isto inclui: prevenção, diagnóstico, avaliação, tratamento, cuidados intensivos e reabilitação) das desordens ou doenças do sistema nervoso central, periférico e autonômico, incluindo em sua atuação as estruturas de suporte e proteção, assim como seu suprimento vascular. Veja alguns exemplos de doenças tratadas pelo neurocirurgião:


•Síndrome do Túnel do Carpo,

• Doenças da coluna cervical,torácica e lombar,

• Dor Crônica,

• Cranioestenose

• Tratamento cirúrgico da epilepsia,

• Trauma de Crânio,

• Hérnia de Disco,

• Hidrocefalia,

• Aneurisma Intracraniano,

• Mal formações do crânio e coluna,

• Mielomeningocele,

• Tratamento cirúrgico da Doença de Parkinson,

• Cistos cerebrais

• Lesão traumática da Medula Espinhal,

• AVC (cirurgia),

• Neuralgia do Trigêmeo,

• Tumores do sistema nervoso

Saiba mais em www.raquelzorzi.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Malformação oculta na coluna?

          Olhe as fotos abaixo: você já reparou se você, seu filho ou algum parente próximo seu tem algum desses sinais na região lombar (nas costas um pouco acima do glúteo)?


           Por mais inocente que pareça, um "tufo" de pêlos na região lombar, um "furinho", como os     mostrados na foto, entre outros sinais podem ser uma pista para a existência de um disrafismo espinhal oculto, ou seja, uma malformação na coluna ou na medula que está escondida pela pele.
Se você tiver algum destes sinais você deve procurar um neurocirurgião para avaliação. Saiba que não necessariamente você tem algum problema, mas como sabemos que algumas dessas doenças não causam sintomas até a vida adulta, vale a pena ser avaliado por um especialista para descartar quadros de maior gravidade, especialmente se o paciente for criança. Se você deseja agendar uma consulta acesse nosso site www.raquelzorzi.com.br

domingo, 3 de abril de 2016

Alerta - Vírus H1N1 e complicações neurológicas

     A chegada precoce do surto do vírus influenza A H1N1 em algumas regiões do Brasil têm assustado a população. Mas você sabia que além das complicações respiratórias o vírus pode também causar complicações neurológicas?
O estudos publicados em revistas médicas começam já com os primeiros surtos do vírus H1N1 em 2009/2010. Há dados que indicam que os pacientes apresentam desde sintomas neurológicos leves, como dor de cabeça (mais frequente dos sintomas leves) e tonturas, até sintomas mais graves, como confusão mental, crises convulsivas (mais frequente dos sintomas graves), encefalite (um tipo de inflamação do cérebro), déficits neurológicos e coma, podendo causar a morte.
Geralmente esses sintomas neurológicos aparecem entre 1 e 6 dias do início da doença da gripe, mas existem relatos de sintomas tardios até o 10º dia de doença. Entretanto, sabemos que a frequência destas complicações é relativamente baixa, a taxa que encontramos em um estudo (estimada) é de 1,2 complicações neurológicas para cada 100.000 casos. O grupo de maior risco é o das crianças, além de pacientes que já tem doenças neurológicas prévias. Um exemplo, um paciente que já tem o diagnóstico de epilepsia tem mais chance de apresentar crises convulsivas mais intensas e repetitivas, podendo ter consequências mais graves do que alguém que nunca teve crises convulsivas antes.
Especialmente em casos mais graves como crises convulsivas refratárias (que não respondem a medicamentos) e encefalite é fundamental estabelecer uma relação com o vírus H1N1 para iniciar o tratamento com anti-virais direcionado para o vírus, aumentando a chance de cura e reduzindo as sequelas neurológicas. É importante ressaltar que a maior parte desses dados vêm de estudos relacionados a surtos prévios do vírus, e que o vírus pode mudar de comportamento de um surto para o outro. Por isso a importância de conhecermos essas complicações e estarmos atentos, pois em um novo surto se o vírus sofrer mutações elas podem aumentar em frequência!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Saiba mais sobre os meningiomas

             Os meningiomas são tumores que tem origem nas meninges cerebrais, que são como membranas ou “peles” que envolvem e protegem o cérebro. As meninges são 3: dura máter, pia máter e aracnóide, sendo que os meningiomas tem origem na aracnóide. São tumores geralmente benignos e a maior parte de crescimento lento. Entretanto, sabemos que na verdade são classificados em graus 1 (benigno clássico), 2 (atípico), 3 (anaplásico ou maligno – mais agressivo).

              Muitos meningiomas são assintomáticos. Podem estar localizados na superfície do cérebro (35% - mais comum), ou em outras localizações como parasagital, asa do esfenóide, ventrículo cerebral, etc. Quando eles crescem podem causar fraquezas ou dormências de um lado do corpo, confusão mental, convulsões, a depender de sua localização. Os exames de imagem como a ressonância podem ter pistas para o neurocirurgião que o tumor tem um comportamento mais agressivo, mas a certeza só vem com o diagnóstico da anatomia patológica após a retirada do tumor. Podem estar localizados em diversas regiões do cérebro, desde a superfície até em regiões profundas como os ventrículos cerebrais.

              O tratamento pode ser apenas conservador (acompanhar o crescimento do tumor), cirurgia ou radiocirurgia. A decisão depende da experiência do cirurgião e do tamanho e comportamento do tumor nos exames de imagem, entre outros fatores.

           Nossa equipe atua no tratamento de doenças neurocirúrgicas de adultos e crianças. Se você precisa de um especialista acesse www.raquelzorzi.com.br