O álcool afeta nosso comportamento porque ele altera o funcionamento químico do cérebro. Ele desregula níveis de neurotransmissores, que são os “mensageiros” químicos que transmitem os sinais através do corpo e
controlam processos biológicos, nossas emoções e comportamentos. O álcool
afeta tanto os neurotransmissores excitatórios quando os inibitórios.
Um exemplo de
neurotransmissor excitatório é o glutamato, que normalmente aumenta o nível de
atividade cerebral e energia. O álcool reduz os níveis de glutamato, reduzindo
a velocidade dos processamentos cerebrais, deixando nosso pensamento mais lento
e confuso
Um exemplo de
neurotransmissor inibitório é o GABA, que nos acalma e abaixa os níveis de energia.
O álcool aumenta os níveis cerebrais de GABA, consequentemente causando calma,
relaxamento e por vezes sono.
Juntando esses
dois efeitos, por isso que quando tomamos o álcool nós podemos ficar mais
lentos, com pensamentos confusos, enrolar a fala e atrapalha nossa
capacidade de raciocínio e pode até causar sonolência. Quanto maior a dose
maior o efeito.
Mas tem um
detalhe! O álcool também aumenta a liberação do neurotransmissor “dopamina” no
cérebro, justamente na área que funciona como “centro da recompensa”. Essa mesma
área é estimulada quando fazemos algo prazeroso como sair com amigos, namorar,
etc. Assim o álcool te engana! Ele faz com que você se sinta melhor, ou que
você tenha a sensação de que está superando um determinado problema (um
sentimento, uma tristeza). Assim você continua bebendo para liberar mais dopamina,
mas ao mesmo tempo você modifica toda a química cerebral aumentando os níveis
de GABA e reduzindo de glutamato, gerando sentimentos depressivos. Por isso as
pessoas enquanto bebem álcool podem ter variações tão bruscas de humor, e o tempo
que cada fase demora varia de acordo com a velocidade da ingestão de álcool e a
capacidade de processamento de cada um.








