O acidente vascular cerebral,
popularmente conhecido como “AVC” é uma das doenças vasculares mais frequentes
na população. Existem 2 tipos de AVC: 1-
hemorrágico: quando há a ruptura de um vaso sanguíneo e sangramento dentro
do cérebro. 2- isquêmico – quanto o
fluxo de sangue do cérebro é interrompido e o cérebro daquela região fica sem
oxigênio e morre.
Quando o AVC ocorre o paciente pode apresentar diversos sintomas
neurológicos: fraqueza
de um lado do corpo, perda da sensibilidade ou do campo visual de um ou ambos
os olhos, tontura, dificuldade para falar ou para compreender palavras simples
e até mesmo a perda da consciência ou crises convulsivas.
O paciente deve fazer um exame de imagem (tomografia ou ressonância) para
descobrir que tipo de AVC ele teve e ser iniciado o tratamento adequado. Geralmente
ele é internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e passa a ser
acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta de neurologistas, médicos
da terapia intensiva, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e neurocirurgiões, devido
à complexidade e gravidade da doença e de suas sequelas.
O papel do neurocirurgião é avaliar se o paciente necessita ou não de uma cirurgia. O tratamento
cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro, no caso dos AVCs
hemorrágicos, ou aliviar o aumento de pressão causado pelo cérebro morto que
“incha”, no caso dos AVCs isquêmicos. Em alguns casos, pode ser necessário um
cateter para avaliar a pressão dentro do cérebro, e o paciente é acompanhado
dia a dia pela equipe de Neurocirurgia. Paralelamente o paciente também é acompanhado pelo restante da equipe, especialmente os neurologistas e intensivistas que atuam junto ao neurocirurgião.
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