domingo, 27 de março de 2016

Hemorragias cranianas traumáticas agudas

           Quando sofremos um traumatismo craniano o cérebro “chacoalha” dentro do crânio, podem do-se chocar contra o osso.  Esse movimento anormal e a ocorrência de fraturas cranianas podem causar vários tipos de hemorragia:

 
·       Hemorragia extradural (epidural) – essa hemorragia localiza-se no espaço epidural, ou seja, entre a dura-máter e o osso. Ela não compromete diretamente o cérebro, mas sim indiretamente pois comprime o cérebro adjacente ao hematoma. Na tomografia de crânio aparece como um sangramento no formato biconvexo. Tradicionalmente são causados por ruptura de artérias.

·       Hemorragia subdural - essa hemorragia localiza-se no espaço subdural, ou seja, abaixo da dura-máter, entre ela e o cérebro. Da mesma forma que a hemorragia extradural o comprometimento do cérebro é indireto por compressão. Tradicionalmente são causados por ruptura de veias.

·       Contusão cerebral – quando o cérebro se choca com o osso ele forma um “machucado” da mesma forma que nós quando batemos o braço em uma parede por exemplo. Esse “machucado” é a contusão cerebral, um coágulo que se forma dentro do cérebro.

 
·       Hemorragia subaracnóide – é um sangramento difuso pelo espaço subaracnóide. Geralmente não causa maiores problemas por si só, mas pode ser um indicativo de um trauma de alta energia e ter outras lesões associadas mais graves.
          Quando um paciente sofre um traumatismo de crânio moderado a grave ele deve ser obrigatoriamente avaliado por um neurocirurgião que solicitará os exames necessários para descartar lesões traumáticas. Os sintomas podem variar de uma simples dor de cabeça até o paciente entrar em coma e morrer, tudo depende do tamanho, localização e rapidez do crescimento do hematoma. Geralmente uma tomografia de crânio é mais do que suficiente para evidenciar as lesões acima, e pode ser feita rapidamente na urgência. Dependendo do quadro clínico e tamanho e das características dos sangramentos o neurocirurgião indicará ou não uma cirurgia para remoção dos coágulos, podendo também indicar a colocação de um monitor de pressão intracraniana para otimizar os cuidados neurointensivos no pós-operatório.
 
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